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Continua a campanha contra a família e o casamento

Na revista Veja do dia 22 de fevereiro, na seção “Veja Essa”, foi destacada uma frase da atriz Scarlet Johansson: “A ideia do casamento é muito romântica, muito bonita, e sua prática pode ser uma coisa bela. Mas não acredito que seja natural uma pessoa ser monogâmica.” (Detalhe: a notícia do divórcio dela do jornalista francês Roman Dauriac veio à tona em janeiro.) No fim do ano passado, foi a filósofa Marilena Chauí que, em uma palestra para alunos de um caríssimo colégio particular em São Paulo, apontou os canhões também contra a família. Ela disse na ocasião que “quem defende a família é uma besta”. No fim da fala, ela ecoa o mito marxista de que a família nuclear teria surgido com a Revolução Industrial. “Isso que entendemos hoje como família foi uma coisa inventada no final do século 18 e começo do século 19”, afirmou a filósofa, para quem a família nuclear seria uma invenção do capitalismo com o intuito de transmitir o capital.

Contrariando a filósofa, algumas pessoas destacaram o fato de que, no século 13, na Inglaterra (quatro séculos antes da Revolução Industrial) famílias nucleares eram o agrupamento predominante. No Império Romano, também, essa era a configuração familiar predominante. Muito tempo antes, lá para o ano 2.500 antes de Cristo, havia igualmente famílias nucleares na Alemanha.

Mas alguns defensores da família dão um tiro no pé quando dizem que a família nuclear seria uma “adaptação evolutiva”, já que criar bebês humanos exige muitos cuidados e deixa a fêmea vulnerável, havendo a necessidade de homens que as defendessem e cuidassem de sua prole, para garantir a perpetuação de seus genes. Assim, o homem ficava por perto, oferecendo proteção e garantindo o alimento aos seus herdeiros.

Tanto a marxista Marilena quanto seus críticos evolucionistas cumprem o mesmo objetivo por vias diferentes. Ambos apresentam a família como mera “invenção” humana. Ela afirma que a família derivou do capitalismo; eles, que foi uma conveniência evolutiva.

Para o criacionista, ambos estão errados, pois a família nuclear foi uma invenção do Criador. Está lá no livro de Gênesis. Marilena Chauí, Scarlet Johansson e os evolucionistas estão equivocados. A família foi criada para ter início com o casamento heteromonogâmico. Qualquer coisa diferente disso veio depois, como deturpação ou adaptação. Criticar Marilena dizendo que a família é uma invenção mais antiga não resolve o assunto; retira o caráter sagrado da instituição edênica e abre a porta para todo tipo de reinterpretação do que seja realmente família. E afirmar que a monogamia humana não é natural é igualmente abrir o caminho para muitos males e muito sofrimento.

Talvez na sua condição de recém-divorciada Scarlet não fosse a pessoa mais bem indicada para opinar sobre casamento monogâmico… Pergunte-se a um casal que vive feliz, de acordo com os planos de Deus.

 

Michel Borges
Jornalista, amigo e colaborador do Cada Dia, tem seu site www.criacionismo.com.br.

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