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Crises no casamento – parte 1

A Bíblia nos revela que o criador do casamento foi o próprio Deus (Gên. 2:18). E entendemos que Deus deseja que os cônjuges vivam em harmonia.

Mas sabemos que nem sempre é assim. Os desentendimentos fazem parte de nossa realidade no casamento e em todos os relacionamentos. Alguns fatores contribuem para essa realidade, tais como: temperamento, caráter, educação, hábitos, etc.

O Dr. César Vasconcelos de Souza, em seu livro Casamento – o que isso, apresenta alguns conceitos sobre casamento:

1. Uma união de duas pessoas diferentes, como o tipo de temperamento, determinados gostos e preferências para com o tipo de alimento, diversão, leitura, música, forma de viver e religião, maneira de se relacionar com os familiares, jeito de pensar e expressar sentimentos, e tantas outras coisas. … Há diferenças que nunca serão igualadas porque fazem parte da estrutura de cada um.

2. O casamento é uma relação em que é necessário amadurecer-se, mudar o que você é, vencer inclinações fortes e tendências naturais. … É preciso haver uma adequação do temperamento, uma flexibilidade dele.

3. O casamento não é uma cerimônia. A cerimônia não garante nem dá capacitação para a felicidade. O que garante é o compromisso de amor, de fidelidade, de perdoar quando errarem, de diálogo franco, de contarem com a graça de Jesus para as vitórias pessoais e as do casal.

4. Não casamos prontos para o relacionamento conjugal. Podemos fazer cursos de noivos, assistir palestras, ler bons livros, mas cada casamento é único e tem problemas únicos. Quando entendemos que precisamos aprender a cada dia, damos um grande passo em direção à felicidade.

5. A paixão anterior não garante a felicidade posterior. Alguns se casam apaixonados e quando essa paixão passa, pensam que não vale a pena permanecer casados. Quando você ama uma pessoa ocorrem momentos em que a emoção agradável pode não estar presente.

6. O casamento é uma relação em que a maneira de amar tem que mudar para se adequar às novas situações que surgem.

7. Casamento envolve vários compromissos e um deles é não tentar fazer da outra pessoa uma cópia de você mesmo. Só a pessoa pode mudar a si mesma.

8. O casamento deve ser realizado no amor.

Os casamentos passam por algumas crises pontuais, que mesmo não havendo harmonia entre os especialistas, podem ser apresentadas de forma didática e ajudá-lo a se identificar com uma ou mais delas.

A primeira crise que eu chamo de: Crise de Adaptação.

  • Duas pessoas oriundas de realidades diferentes, com padrões comportamentais diferentes, costumes distintos, precisam de uma hora para outra transformar sonhos de felicidade em realidade. É comum vermos casais novos brigarem por motivos fúteis, como por exemplo, quem tem a preferência na hora de assistir a um canal de TV. O que estão procurando na verdade é demarcar seu território. Ainda não aprenderam a conviver e compartilhar.
  • Ele vem de uma família com muitos irmãos e ela é filha única. Ele não está acostumado com muita coisa e ela a dividir nada com outra pessoa. Qual lado da cama cada um ocupará? Hora de acordar, barulho ou iluminação no quarto. Essas e outras “barreiras” devem ser superadas pelo casal.

A psicóloga Solange Maria Rosset, no site caras on line, diz o seguinte sobre essa fase:   “É a etapa em que o par deixará de ser duas pessoas que estão juntas e passará a sentir-se e mostrar-se como um casal. As relações com as famílias e os amigos precisam sofrer alterações. As tarefas do momento são as ligadas a que tipo de casal serão, que atividades desempenharão, qual contrato vão definir. O período requer muitas negociações, tanto das questões do casal, como das ligadas às famílias, aos amigos e ao trabalho.”

Os primeiros meses do novo casal poderão ser de muita turbulência. Sentar para conversar sobre todos os problemas pode ser uma boa maneira de passar por essa fase sem traumas. Outra dica importante é procurar se aconselhar com um casal equilibrado ou um conselheiro especializado.

Nossa cultura não nos ajuda neste aspecto. Alguns casais passam por essa crise e alguns acabam, mas preferem não procurar ajuda. Outros ainda não pensam ser necessário participar de programas de ajuda a casais por não estarem em crise declarada. É bom lembrar que muitas vezes o marido está satisfeito com o casamento, mas sua esposa pode estar sofrendo calada.

Em I Coríntios 7:3, Paulo afirma:

 “O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido.”

Conhecer quais as necessidades um do outro e lutar por satisfazê-las pode ser o segredo para o sucesso nesta e em todas as fases do casamento.

Gilson Barbosa
Pastor e possui pós-graduação em Psicologia da família. Atualmente trabalha em Minas Gerais.

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