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E agora, doutor? Parte 2

Quem tem criança pequena em casa está sujeito a imprevistos. De uma leve queimadura no dedo até fraturas e convulsões, os pais precisam estar preparados para administrar os primeiros socorros e depois avaliar a necessidade ou não de buscar ajuda médica. Saiba como proceder em certas situações de risco.

Febre
Geralmente é sintoma de infecção provocada por vírus ou bactérias ou, então, sinal de alguma outra doença.

  • Uma temperatura acima do normal (37 graus), mas abaixo de 37,8 graus, não exige medicação ou visita de urgência ao pediatra, se o estado geral da criança for bom. Os pais devem ficar atentos e buscar ajuda médica quando, mesmo baixa, a febre durar mais de três dias. Temperatura acima de 38 graus ou que resista a antitérmicos comuns devem ser acompanhadas pelo pediatra.
  • Banhos mornos trazem alívio à criança. Quem estiver com 38 graus de temperatura deve tomar banho a uma temperatura de 33 ou 34 graus. A água resfria o corpo e a temperatura acaba baixando.
  • Antitérmicos e analgésicos são indicados nesses casos. São vendidos livremente, mas é importante consultar o médico antes de dá-los à criança. Os antitérmicos demoram a fazer efeito em alguns casos. Ofereça muito líquido a criança; assim ela transpira, possibilitando que a febre baixe.

Convulsão
A febre alta pode causar convulsão, que geralmente dura menos de 5 minutos. Crianças predispostas costumam apresentar o problema antes dos três ou quatro anos de idade. Durante as crises, é preciso proteger a criança de qualquer risco à sua volta e retirar objetos que possam estar em sua boca. O ideal é deitá-la de lado e procurar socorro médico tão logo a crise passe.

Crises de perda de fôlego
Podem ser resultado de transtornos psicológicos e emocionais, predisposição constitucional ou arritmias cardíacas, como a bradicardia (diminuição da frequência dos batimentos cardíacos). Seja qual for a causa, procure agir da seguinte forma:

  • Mantenha a calma ao atender a criança. Evite atitudes drásticas como jogá-la para o alto ou passar álcool em seus punhos.
  • Na primeira vez, converse com o pediatra.
  • Não valorize demais o problema, se a causa for emocional. Na maioria das vezes os pais, com medo de crises, não colocam limites e fazem tudo para que a criança não seja contrariada. O que pode funcionar como um círculo vicioso.

Engasgo
Bebês com menos de um ano – Deite-o de bruços em seu antebraço, segurando-o pelo peito com a cabeça mais baixa que o corpo. Usando a palma da mão, dê várias batidas firmes nas costas do bebê, entre os ombros.

Crianças de um a nove anos – Sente a criança numa cadeira e se coloque por trás dela. Envolva-a como se fosse dar um abraço. Com as mãos entrelaçadas no abdômen, dê quatro a cinco apertadas forçando a saída do objeto.

Engolir objetos
Curiosos e sem noção do perigo, os bebês engolem tudo o que veem pela frente. Se isso acontecer, leve imediatamente ao médico. Ele poderá pedir exames, como radiografia ou endoscopia, para detectar a localização do corpo estranho no organismo.

 

Ivanilde Sitta, Coop Revista – Ano XXII – Nº 213

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