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Astronomia

Duração

09 semestres, conforme sugestão da unidade para o cumprimento do currículo pleno, sendo o prazo máximo de integralização 12 semestres.

Atuação

Esqueça a figura do solitário que passa horas intermináveis observando estrelas pelo telescópio. O Astrônomo dos tempos modernos gasta a maior parte do seu tempo entre computadores e complicados cálculos matemáticos, tentando compreender as leis que regem o cosmo. Prima-irmã da Física, a Astronomia é uma carreira que exige estudos intensos e dedicação para entrar em um território que poucos têm o privilégio de conhecer: o mundo dos astros e estrelas.

Mercado de trabalho

Área restrita, mas promissora
O Brasil possui apenas um curso de graduação em Astronomia, o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entretanto, várias universidades públicas oferecem pós-graduação, procurada por Físicos e matemáticos que pretendem seguir a carreira.

O mercado de trabalho do Astrônomo é bastante restrito, não só no Brasil, mas em praticamente todos os países do mundo – apesar de estar mais desenvolvido nos Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra.

Um dos motivos para as poucas vagas na área é o custo altíssimo dos equipamentos, o que faz com que muitos observatórios de ponta sejam bancados por vários países em conjunto. É o caso dos projetos internacionais Soar – sigla de Southern Observatory for Astrophysical Research ou Observatório do Sul para Pesquisa AstroFísica – e Gemini, formados por consórcios dos quais o Brasil participa, que instalaram telescópios de última geração no Chile e no Havaí.
Se o mercado hoje não é muito promissor, as perspectivas a médio e longo prazo, entretanto, são animadoras.

A tendência é que esses projetos se multipliquem nos próximos dez ou 15 anos. A tecnologia de instrumentos astronômicos está se desenvolvendo rapidamente e vamos começar a ver coisas que não enxergávamos antes. Essas novas descobertas podem mexer com crenças arraigadas na humanidade, como a possibilidade de encontrarmos vida em outros lugares do universo, avisa Enos Picazzio, professor doutor e Astrônomo do Instituto de Astronomia, GeoFísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

A profissão ainda não é regulamentada, mas os Astrônomos brasileiros contam com a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), uma associação fundada em 1974, que organiza um encontro anual em que são apresentados trabalhos e projetos. Nesse encontro também são discutidos assuntos de interesse da categoria e as tendências da Astronomia no Brasil e no mundo. A SAB conta hoje com aproximadamente 400 sócios.

Maiores informações

http://www.sr1.ufrj.br/CatGrad2002.pdf

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