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A beleza do infinito

Grande é o nosso SENHOR e de grande poder; o seu entendimento é infinito. Salmo 147:5 (ARC)

Infinito é um belo adjetivo com muitos significados. Na linguagem comum, indica algo que não tem início nem fim, que não possui limites. Porém, a maneira de entender a palavra depende de cada um. Para algumas tribos primitivas, o infinito era qualquer número maior do que três; para o fotógrafo, é o foco além de dez metros; para o pintor, é um ponto de fuga imaginário; para o matemático, é o número maior do que um número real; para o filósofo, é um símbolo da eter­nidade; para o teólogo, é uma expressão da divindade; para o profeta, é o sonho.

Ao que parece, o símbolo de infinito, um 8 deitado (), foi introduzido na lite­ratura matemática em 1655 pelo inglês John Wallis. O símbolo pode ter sido derivado do numeral etrusco para 1.000 (CIↄ) ou da letra ômega (ω), a última letra do alfabeto grego. No campo da matemática que estuda os conjuntos, o infinito é representado pela primeira letra do alfabeto hebraico, o aleph (α). O fato é que o símbolo descreve algo imensurável – como Deus e o que ele pode fazer por você.

Em algumas versões da Bíblia, a palavra “infinito” não aparece nenhuma vez; em outras, apenas três vezes. No entanto, sinônimos expressando o conceito são usados em muitos lugares. Além disso, usamos o termo em hinos e na literatura religiosa. “Nós te adoramos, Deus infinito”, cantamos. Ellen White usa o termo “infinito” para descrever, entre outras coisas, a essência de Deus, o poder divino, a mente de Deus, a sabedoria do Criador, o amor de Cristo e a vastidão do conhecimento a que os salvos terão acesso.

No verso de hoje, o salmista exalta o conhecimento divino infinito (em hebraico, en mispar, “sem número”, “inumerável”). Contudo, Deus é infinito de modo absoluto em seu ser e em todas as suas perfeições, pois seu conhecimento, seu poder, sua mobilidade e transcendência não têm medida. Deus sabe tudo, pode tudo, está presente em todos os lugares e está acima de tudo. Aqui os números, as quantida­des e as categorias entram em colapso. Você não pode colocar Deus numa caixa e medi-lo. Não dá para comprimir seu poder num tubo de ensaio e examiná-lo. Não é possível salvar seu conhecimento num arquivo de computador e pesquisá-lo.

A infinitude de Deus desperta duas reações: primeira, temos a certeza de que o Altíssimo “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós” (Ef 3:20); segunda, nosso ser explode em louvor e adoração “ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível” (1Tm 1:17). Porque as bênçãos divinas são infinitas, seu coração pode se tranquilizar; porque Deus é infinito, sua boca não deve se silenciar.

 

Meditação Matinal 2016

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