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Consciência

Às vezes nos deparamos com alguns flashes que surgem em nossa mente trazendo-nos à memória passagens e episódios da nossa infância ou adolescência, ou de momentos mais recentes do nosso viver. São nada menos do que registros da nossa vida que estão preservados para em um grande dia passar, como num filme, diante de nós e do grande Deus, nosso Senhor.

A nossa consciência armazena todos os acontecimentos que os nossos sentidos puderam captar, tanto as suas imagens, quanto a opinião que tivemos a respeito de cada situação. Não é à toa que as escrituras declaram que seremos julgados também pelos desígnios e as intenções do coração (I Cor. 4.5; Hb. 4.12). O apóstolo Paulo declarou em Atos 23.1: …até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência,… e procuro ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens (também Atos 24.16).

A consciência traz um sentimento moral, é como um termômetro dado por Deus. Ela é tão importante que muitos que morreram sem ter a oportunidade de ouvir o evangelho, serão julgados pela lei da consciência. Ela atua em nós dando-nos discernimento entre o bem e o mal. Quando o nosso coração não nos condena, podemos ter confiança diante de Deus. No entanto, quando há algo errado, fora da vontade de Deus, logo ela sinaliza, e a pessoa só terá verdadeira paz quando conseguir consertar o que está errado.

Mas, existem também os casos em que a pessoa está tão longe de Deus e a sua vida tão embaraçada em erros e pecados que a sua consciência fica cauterizada, extirpada, ou seja, destruída na sua função de julgar. Ela fica insensível ao erro, que, de tão costumeiro, torna-se uma rotina. Não há dúvida de que, o coração sem a Verdade é um prisioneiro do mal.

O apóstolo  Paulo declara em  I Tim1.19, que muitos naufragam na fé por este motivo e nesta condição se tornam hipócritas e mentirosos (4.2).  Portanto, para se ter Paz verdadeira e ter confiança nos momentos de luta é necessário apresentar a Deus uma consciência pura, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia. É preciso deixar a palavra falar ao coração, pois ela é poderosa para salvar as nossas almas (Tiago 1.21).

O diabo é apresentado nas Escrituras Sagradas como o acusador dos filhos de Deus (Ap. 12.10). Quando a pessoa tem algo retido no seu interior, ele usará aquilo como arma contra ela para impedi-la de ter comunhão com Deus e de tomar posse daquilo que pertence a ela, por direito.

Não deixe jamais que isto aconteça!… Não permita que nada te separe do amor de Deus que está em Cristo Jesus! (Rm.8.39). Não aceite que ninguém te acuse, pois é Deus quem te justifica (Rm.8.32). Permaneça firme, seja fiel e vença sempre!

Silvana Gonçalves

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