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Empréstimo consignado: antes de aderir, analise prós e contras

O empréstimo consignado tem crescido assustadoramente, em apenas um ano cresceu em torno de 50%. Funcionários públicos, privados ou beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) viram, no crédito consignado, a chances de conquistar certos sonhos de consumo. Com as taxas do mercado sendo as mais baixas, a contratação tem relativa facilidade, sendo assim, o crédito consignado ganhou adeptos em todas as camadas da sociedade.

Para as instituições que trabalham com a modalidade, a operação é relativamente segura, pois o pagamento sai direto do contracheque do trabalhador ou do benefício pago pela Previdência Social.

No entanto, antes de planejar as compras já contando com um empréstimo na modalidade, vale analisar os prós e contras da operação.

Regras favorecem controle

O CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) dita às regras para o crédito consignado voltado para aposentados e pensionistas.

Entre as normas, está a determinação de que a parcela não pode ultrapassar 30% do rendimento líquido do trabalhador, aposentado ou pensionista – sendo 20% para o empréstimo e 10% para o cartão de crédito.

Esse é um ponto importante, que deve ser levado em consideração, pois impede que a pessoa comprometa uma parcela muito grande de sua renda com os financiamentos.

Além disso, o CNPS também define o teto dos juros* (2,5% para crédito e 3,5% para cartão de crédito) que as instituições podem cobrar nas operações, evitando, assim, taxas abusivas.

Salário reduzido

Apesar das facilidades, alguns pontos devem ser levados em consideração antes de contratar o empréstimo, principalmente com relação ao seu planejamento financeiro.

No mês seguinte à contratação do empréstimo, seu salário ou benefício será 30% menor (caso use a parcela máxima nas duas modalidades possíveis). Seu orçamento está preparado para isso?

Como a parcela devida já vem descontada da sua folha de pagamento, você deve começar a planejar suas contas com a certeza de que seu rendimento líquido mensal será menor – no caso citado, 30% menor.

Assim, na planilha de orçamento, você deve deixar isso claro. Se o seu rendimento atual é de R$ 3 mil líquidos – já descontados os impostos -, passe, a partir da contratação do crédito, a contar com apenas R$ 2.100.

Um grande erro das pessoas nestas situações é não deduzir do salário líquido a parcela do empréstimo e, então, contar com uma quantia maior durante o mês. Essa atitude pode acabar com o seu orçamento.

De olho no futuro

Antes de contratar um empréstimo, é preciso avaliar se você vai conseguir pagar esta dívida e, como seu rendimento mensal será menor em razão do desconto consignado, algumas questões devem ser levantadas, antes da contratação do crédito: será que suas despesas cabem dentro deste montante reduzido? Seu planejamento está preparado para isso?

Algumas pessoas estão utilizando esse empréstimo para adquirir bens, como eletrodoméstico, vale lembrar que nem sempre essa é a melhor opção.

Antes de comprar, pesquise as taxas de juros nas lojas, perder um pouco de tempo e fazer uso da calculadora pode evitar que você tenha dores de cabeça futura ou economize um bom dinheiro.

Cabe, nesta hora, questionar a real necessidade da compra, principalmente quando esta aquisição envolve um período de endividamento e comprometimento da renda. Essa análise é um passo importantíssimo para colocar suas contas em ordem e manter seu planejamento financeiro organizado.

 

Carlos Correia é amigos e colaborador do Cada Dia. Atua no setor RH e Financeiro e palestrante sobre finanças pessoais.

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