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Pequena consideração sobre a felicidade.

Felicidade. Muito se fala sobre ela. As canções estão permeadas de ideias sobre o que é ser feliz, sobre a busca para se estar feliz. Mas o que é felicidade?

No dicionário encontramos a seguinte definição para felicidade: qualidade ou estado do feliz, ventura, bom êxito. E o feliz? O que seria uma qualidade ou estado para tal? Do dicionário vem a resposta: favorecido pela boa sorte, ditoso, satisfeito. Como boa curiosa que sou, continuei pesquisando, boa sorte eu sei o que é, ditoso então é: quem tem dita, feliz, venturoso. Quem tem dita: quem tem sorte, está satisfeito. E por último, que está satisfeito: contente, que satisfez-se. Então ainda não é o fim, o que seria quem se satisfez? Quem alcançou o que queria, não deixando nada a desejar, o suficiente, aquilo com que se contenta.

Se a felicidade fosse apenas um jogo pelo melhor significado da palavra, acredito que a vida nos pareceria mais simples de ser vivida. A felicidade está muito além de um jogo de palavras, desde o momento que nascemos começamos a buscá-la. E muitos, infeliz e insatisfatoriamente nunca a encontram. Como se felicidade fosse sinônimo daquele pote repleto de ouro no final da arco-íris. Ou o cantarolar daquele velho samba-canção: “Tristeza não tem fim, felicidade, sim…”

Definir exatamente o ser feliz, ou o que é felicidade, torna-se então, uma tarefa quase impossível pois pra cada um, dentro do seu contexto, reside a felicidade. O que o torna feliz. Em linguagem bem acessível, felicidade é um sentimento e cada um só sabe o que é quando o sente.

Pelas respostas colocadas percebemos, que temos percorrido caminhos para encontra a tal felicidade.

Destacarei então três ideias importantes nesse caminhar através da felicidade.

Estar bem consigo mesmo.

Não importam os modismos, o numerário da conta bancária, o ter ou não ter, mas, importa sim, seu senso de valor. O quanto você sabe que é importante, o quanto sabe que faz algo bem; mesmo havendo crítica, ou indisposição contra. O estar bem consigo mesmo, leva ao realizar, realizar os sonhos, construir o que se deseja. E, claro, não desistir no meio do caminho. Batalhar. Perseverar em sua busca. Sem no entanto querer alcançar tudo de uma só vez. Pequenos alvos, estabelecendo metas, a curto, médio e longo prazo.

Dentro deste conceito viria a ideia de aprender a desestressar, ou ainda, ter o poder de resolver os problemas, e se não for possível deixá-los no trabalho e não levar para casa e vice-versa. Manter a sanidade mental a qualquer preço. Muito da infelicidade é fruto da nossa imaginação, do excesso de ansiedade e da busca por metas inatingíveis.

Outro ponto a ser destacado na busca pela felicidade, é o Bem Estar Social. Ouvimos há muito o conceito de que “homem nenhum é um ilha.” Para se ser feliz, ou estar feliz é necessário uma vida social. A família, os amigos, o encontro entre pessoas. Realizar trocas, ouvir, falar quando necessário, repartir. De que adianta conquistar o que se deseja e não ter com quem repartir? Que utilidade teria, estar feliz e não dividir a felicidade?  Não importa se com irmão, amigo, marido; repartir o seu momento de felicidade, só multiplica o seu bem-estar. E embora possa ser considerado por muitos como algo arriscado podendo esbarrar na inveja de alguém, não custa da próxima vez que se sentir feliz, se atrever a visitar um bom amigo para contar, ou ligar para alguém para festejar junto.

E a última coisa que eu destacaria considerando-a na verdade como a mais importante, para se estar feliz, precisa-se do Senso do Sagrado, do Divino. Precisa-se mesmo reconhecer que há alguém maior regendo o universo; que nada acontece por acaso e que a fé pode resolver muitos problemas. Independente da crença, religião ou o que se professe é necessário reconhecermos nossa pequenez diante de alguns fatos da vida e confiarmos que há um Deus que conhece todas as respostas e que as conhecendo, opera para nossa felicidade.

Bibliografia:
Dicionário Michaelis,
O preço da felicidade – Valdecir Lima, CPB – 2002
Revista Seleções set.2005 pp.

Verônica Bareicha – Escritora, Pós-graduação em Mercado Editorial pela PUC-Rio, formada em Letras pelo UNASP-EC. Atua como editora e revisora de textos.

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