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Por que as pessoas sofrem com a má digestão?

Estamos habituados a ouvir queixas de azia, má digestão, queimação, empachamento, dor de estômago, excessiva formação de gases e distensão abdominal quase que diariamente…

 Felizes daqueles que se gabam de terem “estômago de avestruz”. Esse termo se refere aos afortunados,  que toleram qualquer alimento e mesmo abusando do volume das refeições, nunca apresentam os sintomas da má digestão. Quando ouvimos seus relatos de total tolerância gástrica, não entendemos o porquê, muitas vezes, uma simples coxinha pode nos estragar o dia…

Os alimentos ingeridos não caem em queda livre no trato digestivo, ao invés disso, eles são impulsionados por meio de movimentos sequenciais, que se iniciam no esôfago, passam pelo estômago e terminam no intestino. “Logo, o alimento é, na verdade, empurrado e dessa forma é impedido de permanecer parado ou de voltar em refluxo. Isso é possível através de um sistema altamente coordenado, de maneira que, assim que se abre a passagem do bolo alimentar para um determinado compartimento à frente, um movimento de contração fecha imediatamente o compartimento a montante”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Poucos são os felizardos com estômago privilegiado, que tudo toleram… As queixas gastrintestinais estão entre as mais frequentes entre os pacientes que frequentam os consultórios médicos, não apenas os de Gastrenterologia,  como também os de Endocrinologia, Nutrologia e Nutrição. “Estamos habituados a ouvir as mesmas queixas de azia, má digestão, queimação, empachamento, dor de estômago, excessiva formação de gases e distensão abdominal, quase que diariamente”, diz Ellen Paiva, que também é médica nutróloga.

Quando a má digestão revela a doença

Hoje,  o acesso a todo o trato gastrintestinal através da endoscopia digestiva nos permite diagnosticar a maioria das lesões anatômicas passíveis de tratamento, fazendo deste exame um instrumento valioso, um dos melhores métodos diagnósticos em Gastrenterologia. “Com o auxílio da endoscopia são diagnosticadas as principais doenças passíveis de causarem todas as mazelas descritas acima. Dentre estas, encontramos as doenças do refluxo gastresofágico, esofagites, hérnias de hiato,  gastrites, duodenites e úlceras gastroduodenais, traduzindo: lesões nos diversos compartimento do trato digestivo alto”, afirma Ellen Paiva.

Apesar de longamente investigados, muitos pacientes queixam-se de dor e desconforto abdominal sem encontrarmos qualquer vestígio de doença ou lesão anatômica na endoscopia. Seus sintomas  não são relacionados a alimentos específicos, nem ao hábito intestinal. “Esses pacientes podem sofrer de uma alteração real da motilidade gástrica, conhecida como gastroparesia, uma desordem que retarda o esvaziamento gástrico, sem qualquer tipo de obstrução mecânica, mantendo o alimento na câmara gástrica indefinidamente, podendo, em casos mais graves, causar náuseas e vômitos, que revelam alimentos ingeridos até no dia anterior”, informa a médica.

A gastroparesia pode ocorrer em 30% dos pacientes com diabetes, assim como naqueles com doenças neurológicas crônicas, doenças reumatológicas, insuficiência renal e cirrose. “Além disso, as alterações na motilidade gástrica são mais frequentes no sexo feminino. Para esses casos, dispomos de medicamentos que atuam especificamente melhorando o esvaziamento gástrico”, diz a diretora do Citen.

A influência dos hábitos alimentares na digestão 

A maioria dos pacientes que se queixam de má digestão não apresenta doença gastrintestinal, nem orgânica nem funcional. Sofrem do estresse e da correria da vida moderna, que não lhes permite fazer as refeições em casa, os fazem comer, muitas vezes, em pé, dirigindo seus automóveis, ou simplesmente não permitem que comam, fazendo jejuns prolongados. Estas pessoas se acostumaram à ingestão de bebidas gaseificadas em grandes volumes durante as refeições, uma vez que isso facilita a deglutição dos alimentos, sem mastigar. Enfrentam restaurantes que estrategicamente exibem bancadas repletas de frituras irresistíveis. Se acostumaram ao fast-food, às porções cada vez maiores dos alimentos industrializados e às várias xícaras de cafezinho diariamente. Finalmente, quando chegam em casa, muito tarde, e famintos, ingerem grandes volumes de alimento antes de irem para cama. “Depois de tudo isso, reclamam que o fígado não funciona bem. Na verdade, esse é um grande engano, pois o fígado não provoca o aparecimento da azia, da dor de cabeça ou da boca amarga. Essas queixas, muito provavelmente, são causadas pela agressão que os maus hábitos alimentares causam às funções digestivas”, diz Amanda Epifânio, nutricionista do Citen.

Os alimentos de difícil digestão

Independentemente dos hábitos alimentares, alguns alimentos são verdadeiramente de difícil digestão. É o caso de ficarmos “lembrando” do alimento ingerido durante o dia todo. Isso é comum de ocorrer com a melancia,  melão, pepino e pimentão. “Nesses casos, a única saída é evitar o consumo dos alimentos para os quais não temos tolerância, pois isso não define nenhuma doença e sim uma intolerância digestiva individual”, recomenda a nutricionista. Um alimento que suscita dificuldades digestivas importantes pela sua alta frequência com que é consumido é o leite de vaca. Nesse caso, o que ocorre é uma deficiência progressiva de lactase ao longo da vida, a enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, a lactose.

Acredita-se que 50% dos adultos têm intolerância à lactose, podendo chegar este número a 100%, entre os orientais. “Nesses casos, para que se consiga alcançar as recomendações de cálcio nas dietas, podemos lançar mão dos leites sem lactose, leites fermentados e até dos iogurtes, pois eles são mais bem tolerados devido ao seu menor teor de lactose, em relação aos leites”, explica Amanda Epifânio.

Alimentos gordurosos são um capítulo à parte no quesito azia, pois as gorduras são conhecidas como alimentos que retardam o esvaziamento gástrico e podem comprometer o processo digestivo.

A obesidade e suas consequências na digestão

“A versatilidade das complicações da obesidade não poupa nem a digestão, uma vez que são bem conhecidas as alterações provocadas pelo aumento da pressão abdominal, que desloca o estômago para cima em direção ao tórax, propiciando retardo no esvaziamento gástrico, agravando ou mesmo causando as hérnias de hiato, que, por sua vez, levam ao refluxo do ácido do estômago para o esôfago e a consequente  esofagite”, destaca a nutricionista do Citen.

Como melhorar sua digestão e evitar os sintomas dispépticos

1.     Evitar jejuns prolongados, comer em intervalos máximos de 4 horas;

2.     Evitar refeições volumosas;

3.     Mastigar bem os alimentos e treinar comer mais devagar. Uma dica é descansar os talheres à mesa entre uma garfada e outra;

4.     Evitar ingerir líquidos juntos às refeições, principalmente os gaseificados. De preferência, ingerir líquidos até uma hora antes da refeição ou duas horas após;

5.     Não deitar após as refeições, principalmente líquidas. Dar um tempo de duas horas;

6.     Evitar roupas e cintos muito apertados;

7.     Buscar sempre alcançar o peso ideal;

8.     Evitar frituras e comidas gordurosas;

9.     Ficar atento às suas intolerâncias e tentar respeitá-las.

 

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